Quando estou triste, choro, choro, choro. Ligo a vitrola e Chico, Chico, Chico. Quando estou feliz, também!

terça-feira, 19 de junho de 2012

Atrás da porta

Eu fiquei pensando em colocar o título do post de 68 anos, mas depois resolvi continuar dando os nomes das músicas aos posts, então elegi Atrás da porta como a música de parabéns de hoje.
É minha gente, o Chico da minha, das nossas vidas hj faz 68 anos, e continua mexendo com a libido de muitas mocinhas como eu por aí.
Também rolou maior dúvida que música postar hoje, mas depois de ver esta interpretação da Elis eu decidi escolhê-la, esta combinação de letra com interpretação e até quem não entende o idioma conseguiria entender o que se passa ara mim é algo magnífico.
Para mim o Chico é o homem que conseguiu entender a essência da Alma feminina quase por completo, sem ser tachado como machista, como aconteceu com Nelson Rodrigues e Vinícius de Moraes.
Eu certamente não vou entrar na discussão do machismo e feminismo, mas posso dizer que a mulher sente dores desse gênero como se tivesse arrancando as entranhas, e é exatamente isso que sinto com esta música, principalmente com a interpretação da Gloriosa Elis Regina.
A história desta música é bastante bonita, o momento de composição foi único para Chico, e lendo a história temos a sensação que ela foi composta exatamente para que Elis a interpretasse, pois ela estava em um momento de separação e reconstrução. Você pode ler a história aqui e ler uma pequena nota sobre a música aqui.
"...E me vingar a qualquer preço
Te adorando pelo avesso
Pra mostrar que ainda sou tua."
Uma outra célebre citação, que nos traz a muitas histórias, realidades, que passamos ou sabemos de quem passou. Esta é uma outra parte que canto pelas alturas, naquele momento em que estou sozinha no carro ouvindo Chico, e volto a música para cantarolar novamente esta parte e redescubro a música inteira, enquanto espero este fim de música.
Uma coisa boa de se atentar é que esta versão da música, onde tem "Nos teus pêlos", estamos acostumados a ouvir "No teu peito", sim, a mudança é por causa da D. Censura, que na época criou caso com a palavra pêlos. E que época é essa? 1972.
Então vamos minha gente, celebrar o aniversariante com mais uma de suas letras geniais.



Atrás da porta
Chico Buarque e Francis Hime


Quando olhaste bem nos olhos meus
E o teu olhar era de adeus
Juro que não acreditei, eu te estranhei
Me debrucei sobre teu corpo e duvidei
E me arrastei e te arranhei
E me agarrei nos teus cabelos
Nos teus pêlos, teu pijama
Nos teus pés ao pé da cama
Sem carinho, sem coberta
No tapete atrás da porta
Reclamei baixinho
Dei pra maldizer o nosso lar
Pra sujar teu nome, te humilhar
E me vingar a qualquer preço
Te adorando pelo avesso
Pra mostrar que ainda sou tua

terça-feira, 12 de junho de 2012

Roda Viva

A música em questão foi composta para a peça que leva o mesmo nome, em 1967. Uma época marcada pela ditadura militar.
Li nos comentários do "análise de letras" uma pessoa atentando que ler ao contrário Roda Viva é o mesmo que Viva a Dor, e tendo como base a época em que foi composta tem todo o sentido.
E o que melhor caberia hoje se não "Viva a Dor", para comemorar os 30 anos que veio chagando de mansinho com suas dores internas avassaladoras?
Esta música sempre me fez tocar o repeat, e cantar desafinadamente bem alto enquanto dirijo (geralmente quando mais ouço música).
Me lembro de uma época em que ouvi bastante esta música, foi quando comecei minha primeira faculdade (já iniciei duas e por motivos pessoais não pude, ainda, concluir nenhuma, mas a de jornalismo eu venho concluir, em breve), então, voltando para a primeira faculdade, que era de RH ~bom na verdade não fiz vestibular para RH e sim para marketing, mas isso é uma longa história que talvez um dia eu conte no Pinkekeando~ eu conversava muito com uma amiga que perdeu uma filha cedo por erro médico, e depois de uma conversa com ela eu passei dias, talvez semanas ou meses ouvindo esta música incansavelmente.
Eu, por minha vez, estava também em um momento delicado da minha vida e então a letra me ajudava a refletir sobre a minha vida.
Tenho voltado a escutar constantemente esta música, tenho precisado assimilar muita coisa, então uso as músicas, suas letras e poesias, para refletir mais sobre a minha vida e o andamento das coisas.
E então enquanto sigo desejando ter voz ativa e no meu destino mandar vamos cantarolando e rodopiando conforme as batidas musicais e do coração. 


Roda Viva
Chico Buarque

Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu...
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino prá lá ...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira prá lá...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
A roda da saia mulata
Não quer mais rodar não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou...
A gente toma a iniciativa
Viola na rua a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola prá lá...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
O samba, a viola, a roseira
Que um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou...
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade prá lá ...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...(4x)

domingo, 3 de junho de 2012

Não Sonho Mais

Para atualizar o blog vou seguir a dica de um Sonho.
Gosto bastante desta música e há alguns dias, durante um sonho que tive acordada, foi sugerido que eu postasse esta música.
Me agrada muito ver a pessoa que sugeriu esta música, tocá-la e cantá-la.
Interessante como estou precisando acordar deste sonho, afinal temos que viver de realidade, mesmo que acordar seja dolorido.
Bom, mas vou ficar aqui entocada mais um pouquinho, revendo, relembrando e interpretando o meu sonho.
Enquanto isso fiquemos com Chico, afinal quando estou triste ligo a vitrola e Chico, Chico, Chico...


Não Sonho Mais
Chico Buarque

Hoje eu sonhei contigo,
Tanta desdita! Amor, nem te digo
Tanto castigo que eu tava aflita de te contar.
Foi um sonho medonho
Desses que, às vezes, a gente sonha
E baba na fronha e se urina toda e quer sufocar.
Meu amor, vi chegando
Um trêm de candango
Formando um bando,
Mas que era um bando
De orangotango pra te pegar.
Vinha nego humilhado,
Vinha morto-vivo, vinha flagelado.
De tudo que é lado
Vinha um bom motivo pra te esfolar.
Quanto mais tu corria
Mais tu ficava, mais atolava,
Mais te sujava. Amor, tu fedia,
Empesteava o ar.
Tu que foi tão valente
Chorou pra gente. Pediu piedade
E, olha que maldade,
Me deu vontade de gargalhar.
Ao pé da ribanceira acabou-se a liça
E escarrei-te inteira a tua carniça
E tinha justiça nesse escarrar.
Te "rasgamo" a carcaça
Descendo a ripa. "Viramo" as tripas,
Comendo os "ovo", ai!,
E aquele povo pôs-se a cantar.
Foi um sonho medonho,
Desses que, às vezes,
A gente sonha e baba na fronha
E se urina toda e já não tem paz.
Pois eu sonhei contigo e caí da cama.
Ai, amor, não briga! Ai, não me castiga!
Ai, diz que me ama e eu não sonho mais!

sexta-feira, 16 de março de 2012

Todo o Sentimento

De Chico Buarque e Cristóvão Bastos.

Há dias venho cantarolando: "Depois de te perder, te encontro com certeza...", e hoje resolvi escutá-la por inteira, fazia algum tempo que eu não escutava esta música.
Então eu reli a letra, a percebi, e vi que é exatamente esta música que eu precisava para atualizar o blog, afinal há Chico para todos os momentos, e esta música descreve o meu momento atual.

Encontrei na internet uma Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação da Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais como requerimento parcial para obtenção do título de Mestre em Música, feita por Márcio Ronei Cravo Soares.
Li alguns trechos e gostei bastante, especialmente da entrevista com Cristóvão Bastos, na página 146.

Música composta em 1987. Primeiro Cristóvão fez a música e o Chico, que na época, gravava o disco Francisco, compôs a letra.
Uma verdadeira obra prima, uma delicadeza.



Todo o sentimento
Cristóvão Bastos e Chico Buarque

Preciso não dormir
Até se consumar
O tempo
Da gente
Preciso conduzir
Um tempo de te amar
Te amando devagar
E urgentemente
Pretendo descobrir
No último momento
Um tempo que refaz o que desfez
Que recolhe todo o sentimento
E bota no corpo uma outra vez

Prometo te querer
Até o amor cair
Doente
Doente
Prefiro então partir
A tempo de poder
A gente se desvencilhar da gente
Depois de te perder
Te encontro, com certeza
Talvez num tempo da delicadeza
Onde não diremos nada
Nada aconteceu
Apenas seguirei, como encantado
Ao lado teu.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Ano Novo

     Um ano novinho em folha minha gente, para a gente se alegrar, sorrir, chorar, melhorar.
     Que tal se ao invés de fazermos tudo de novo, fazermos tudo novo?
     Sejamos felizes, não por obrigação, mas por gosto!!!
 Ano Novo
Chico Buarque

O rei chegou
E já mandou tocar os sinos
Na cidade inteira
É pra cantar os hinos
Hastear bandeiras
E eu que sou menino
Muito obediente
Estava indiferente
Logo me comovo
Pra ficar contente
Porque é Ano Novo
Há muito tempo
Que essa minha gente
Vai vivendo a muque
É o mesmo batente
É o mesmo batuque
Já ficou descrente
É sempre o mesmo truque
E que já viu de pé
O mesmo velho ovo
Hoje fica contente
Porque é Ano Novo
A minha nega me pediu um vestido
Novo e colorido
Pra comemorar
Eu disse:
Finja que não está descalça
Dance alguma valsa
Quero ser seu par
E ao meu amigo que não vê mais graça
Todo ano que passa
Só lhe faz chorar
Eu disse:
Homem, tenha seu orgulho
Não faça barulho
O rei não vai gostar
E quem for cego veja de repente
Todo o azul da vida
Quem estiver doente
Saia na corrida
Quem tiver presente
Traga o mais vistoso
Quem tiver juízo
Fique bem ditoso
Quem tiver sorriso
Fique lá na frente
Pois vendo valente
E tão leal seu povo
O rei fica contente
Porque é Ano Novo

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Geni e o Zepelim

Eu ficava pensando quando que eu ia postar essa música, o que falar dela.
Então hoje eu a cantarolei tanto, deve ter sido pelo fato do Nandinho tê-la usado como exemplo na aula de ontem, sobre cordel, rimas, versos e afins.
Na verdade, verdadeira, vou contar, eu vivo cantarolando esta música, eu sou fã da Geni, acho que foi a minha primeira heroína. Quando eu tinha meus seis, sete anos de idade, eu ouvia a música e entendia que ela salvava a cidade, mas que o povo a apedrejava mesmo assim, pobre Geni.
Me lembro que, ainda pequena, perguntei para a minha mãe: - Mas se ela salva a cidade, porquê as pessoas a apedrejam?
E ela olhou para o meu pai, riu e respondeu: - Porquê as pessoas são assim, mal agradecidas.
Hoje, passados alguns anos, muitos anos, eu entendo a letra, e sim, Geni continua sendo a minha heroína, independente de como, ela salvou a cidade, passou por cima dos seus capricho e deitou com o Comandante, tão cheirando a brilho e a cobre, e mesmo assim fora apedrejada, pelas pessoas mal agradecidas, pois o importante não é o que você faz, mas o que o outro faz, este sim não será salvo, mas você, você é imune.

Geni e o Zepelim
Chico Buarque



De tudo que é nego torto
Do mangue e do cais do porto
Ela já foi namorada.
O seu corpo é dos errantes,
Dos cegos, dos retirantes;
É de quem não tem mais nada.
Dá-se assim desde menina
Na garagem, na cantina,
Atrás do tanque, no mato.
É a rainha dos detentos,
Das loucas, dos lazarentos,
Dos moleques do internato.
E também vai amiúde
Co'os os velhinhos sem saúde
E as viúvas sem porvir.
Ela é um poço de bondade
E é por isso que a cidade
Vive sempre a repetir:
"Joga pedra na Geni!
Joga pedra na Geni!
Ela é feita pra apanhar!
Ela é boa de cuspir!
Ela dá pra qualquer um!
Maldita Geni!"
Um dia surgiu, brilhante
Entre as nuvens, flutuante,
Um enorme zepelim.
Pairou sobre os edifícios,
Abriu dois mil orifícios
Com dois mil canhões assim.
A cidade apavorada
Se quedou paralisada
Pronta pra virar geléia,
Mas do zepelim gigante
Desceu o seu comandante
Dizendo: "Mudei de idéia!
Quando vi nesta cidade
Tanto horror e iniqüidade,
Resolvi tudo explodir,
Mas posso evitar o drama
Se aquela formosa dama
Esta noite me servir".
Essa dama era Geni!
Mas não pode ser Geni!
Ela é feita pra apanhar;
Ela é boa de cuspir;
Ela dá pra qualquer um;
Maldita Geni!
Mas de fato, logo ela,
Tão coitada e tão singela
Cativara o forasteiro.
O guerreiro tão vistoso,
Tão temido e poderoso
Era dela, prisioneiro.
Acontece que a donzela
(E isso era segredo dela),
Também tinha seus caprichos
E ao deitar com homem tão nobre,
Tão cheirando a brilho e a cobre,
Preferia amar com os bichos.
Ao ouvir tal heresia
A cidade em romaria
Foi beijar a sua mão:
O prefeito de joelhos,
O bispo de olhos vermelhos
E o banqueiro com um milhão.
Vai com ele, vai Geni!
Vai com ele, vai Geni!
Você pode nos salvar!
Você vai nos redimir!
Você dá pra qualquer um!
Bendita Geni!
Foram tantos os pedidos,
Tão sinceros, tão sentidos,
Que ela dominou seu asco.
Nessa noite lancinante
Entregou-se a tal amante
Como quem dá-se ao carrasco.
Ele fez tanta sujeira,
Lambuzou-se a noite inteira
Até ficar saciado
E nem bem amanhecia
Partiu numa nuvem fria
Com seu zepelim prateado.
Num suspiro aliviado
Ela se virou de lado
E tentou até sorrir,
Mas logo raiou o dia
E a cidade em cantoria
Não deixou ela dormir:
"Joga pedra na Geni!
Joga bosta na Geni!
Ela é feita pra apanhar!
Ela é boa de cuspir!
Ela dá pra qualquer um!
Maldita Geni!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Cotidiano - Lúdica Música

Vi o finzinho da entrevista delas no Jô e vim logo ler algo sobre elas na net, encontrei elas cantando Cotidiano e resolvi registrar o grupo de uma forma que eu pudesse conhecê-lo mais.
O grupo é de Minas e este ano completa 20 anos. Muita gente boa participou dos 5 cds lançados, a música de abertura do site é ótima, aliás, o site é bem fácil de navegar, então clica aqui para conhecê-las.

Cotidiano
Chico Buarque



Todo dia ela faz tudo sempre igual:
Me sacode às seis horas da manhã,
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã.
Todo dia ela diz que é pr'eu me cuidar
E essas coisas que diz toda mulher.
Diz que está me esperando pr'o jantar
E me beija com a boca de café.
Todo dia eu só penso em poder parar;
Meio-dia eu só penso em dizer não,
Depois penso na vida pra levar
E me calo com a boca de feijão.
Seis da tarde, como era de se esperar,
Ela pega e me espera no portão
Diz que está muito louca pra beijar
E me beija com a boca de paixão.
Toda noite ela diz pr'eu não me afastar;
Meia-noite ela jura eterno amor
E me aperta pr'eu quase sufocar
E me morde com a boca de pavor.
Todo dia ela faz tudo sempre igual:
Me sacode às seis horas da manhã,
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã.
Todo dia ela diz que é pr'eu me cuidar
E essas coisas que diz toda mulher.
Diz que está me esperando pr'o jantar
E me beija com a boca de café.
Todo dia eu só penso em poder parar;
Meio-dia eu só penso em dizer não,
Depois penso na vida pra levar
E me calo com a boca de feijão.
Seis da tarde, como era de se esperar,
Ela pega e me espera no portão
Diz que está muito louca pra beijar
E me beija com a boca de paixão.
Toda noite ela diz pr'eu não me afastar;
Meia-noite ela jura eterno amor
E me aperta pr'eu quase sufocar
E me morde com a boca de pavor.
Todo dia ela faz tudo sempre igual:
Me sacode às seis horas da manhã,
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã.
Para saber mais do Grupo Lúdica Música você também pode visitar o Canal delas no Youtube e o My Space.
Divirtam-se!!!

domingo, 13 de novembro de 2011

Sem fantasia

Porquê, nós, aqui de casa, somos todas apaixonadas pelo Chico e hoje eu percebi que somos diretamente influenciadas a aceitar e gostar de Chico.
Minha tia estava ninando a Tina, quando eu entrei no quarto e ela estava cantando Sem Fantasia para a fofíssima dormir, sim, todas nós ninamos nossas filhas (os), primas (os), sobrinhas (os), e filhas (os) de amigas (os) com músicas do Chico, e geralmente Sem Fantasia é uma das músicas escolhidas, eu me empolgo sempre e acabo subindo vários tons.
E o Chico cantando esta música com a Bethânia é fantástico.

Sem Fantasia
Chico Buarque



Vem, meu menino vadio
Vem, sem mentir pra você
Vem, mas vem sem fantasia
Que da noite pro dia
Você não vai crescer
Vem, por favor não evites
Meu amor, meus convites
Minha dor, meus apelos
Vou te envolver nos cabelos
Vem perde-te em meus braços
Pelo amor de Deus
Vem que eu te quero fraco
Vem que eu te quero tolo
Vem que eu te quero todo meu
Ah, eu quero te dizer
Que o instante de te ver
Custou tanto penar
Não vou me arrepender
Só vim te convencer
Que eu vim pra não morrer
De tanto te esperar
Eu quero te contar
Das chuvas que apanhei
Das noites que varei
No escuro a te buscar
Eu quero te mostrar
As marcas que ganhei
Nas lutas contra o rei
Nas discussões com Deus
E agora que cheguei
Eu quero a recompensa
Eu quero a prenda imensa
Dos carinhos teus...

Pessoas, vamos combinar, que...Vem perde-te em meus braços, Pelo amor de Deus. Vem que eu te quero fraco, Vem que eu te quero tolo, Vem que eu te quero todo meu...é muito profundo, tocante, impossível não se empolgar e cantarolar altíssimo.


Ah, e só para lembrar eu sempre escolho o vídeo pelo melhor áudio e não pela edição de imagens.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

As vitrines

Eu dormiria ouvindo esta música repetidamente.
Está, com certeza, entre as minhas cinco preferidas. Muitas vezes ela é A PREFERIDA.

As Vitrines
Chico Buarque


Eu te vejo sumir por aí
Te avisei que a cidade era um vão
- Dá tua mão
- Olha pra mim
- Não faz assim
- Não vai lá não
Os letreiros a te colorir
Embaraçam a minha visão
Eu te vi suspirar de aflição
E sair da sessão, frouxa de rir
Já te vejo brincando, gostando de ser
Tua sombra a se multiplicar
Nos teus olhos também posso ver
As vitrines te vendo passar
Na galeria, cada clarão
É como um dia depois de outro dia
Abrindo um salão
Passas em exposição
Passas sem ver teu vigia
Catando a poesia
Que entornas no chão
O vídeo eu não simpatizei, mas esta gravação é a melhor, a batida inicial é muito boa.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Primeiro post

     Bom, o primeiro post geralmente é para justificar o blog, o porquê do blog, o porquê do nome, etc.
     Na verdade o nome diz tudo, não precisa de mais, sou mulher, logo Chico é presença constante, muitas vezes Onipotente, Onisciente e Onipresente.
     Não, isso não é nem uma blasfêmia, só por favor, Tô de Chico, me deixa!


     E para começar, claro, cantando o amor que todas as mulheres merecem e desejam:


O meu amor
Chico Buarque



O meu amor tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca quando me beija a boca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos, viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo, ri do meu umbigo
E me crava os dentes
Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
Que me deixa maluca, quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba mal feita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios, de me beijar os seios
Me beijar o ventre e me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo como se o meu corpo
Fosse a sua casa
Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz


PS: A ideia de criar este blog foi minha, mas a expressão e a foto eu vi em algum lugar e gostei bastante. Na internet nada se cria, tudo se copia.