Quando estou triste, choro, choro, choro. Ligo a vitrola e Chico, Chico, Chico. Quando estou feliz, também!
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sexta-feira, 19 de junho de 2015

Carolina

          Hoje o nosso poeta completa 71 anos.
          71 anos de lindeza e poesia.
          Cantando  e encantando o universo feminino como nenhum outro.
          Nós mulheres temos a impressão que nada nos traduz melhor que Chico, então hoje deixarei que ele me cante.
          Confesso que demorei para gostar desta música, aquela coisa da infância de sempre cantarem para mim, depois quando eu comecei a me entender por gente vejo Chico querendo Carolina e ela adormecida, sem dar bola pra ele. Foi difícil superar! rsrsrs
          Mas vamos a linda voz e a bela poesia.


          Carolina
          Chico Buarque

          Carolina
          Nos seus olhos fundos
          Guarda tanta dor
          A dor de todo esse mundo
          Eu já lhe expliquei que não vai dar
          Seu pranto não vai nada mudar
          Eu já convidei para dançar
          É hora, já sei, de aproveitar
          Lá fora, amor
          Uma rosa nasceu
          Todo mundo sambou
          Uma estrela caiu
          Eu bem que mostrei sorrindo
          Pela janela, ai que lindo
          Mas Carolina não viu
          Carolina
          Nos seus olhos tristes
          Guarda tanto amor
          O amor que já não existe
          Eu bem que avisei, vai acabar
          De tudo lhe dei para aceitar
          Mil versos cantei pra lhe agradar
          Agora não sei como explicar
          Lá fora, amor
          Uma rosa morreu
          Uma festa acabou
          Nosso barco partiu
          Eu bem que mostrei a ela
          O tempo passou na janela
          Só Carolina não viu
          Eu bem que mostrei a ela
          O tempo passou na janela
          Só Carolina não viu

terça-feira, 19 de junho de 2012

Atrás da porta

Eu fiquei pensando em colocar o título do post de 68 anos, mas depois resolvi continuar dando os nomes das músicas aos posts, então elegi Atrás da porta como a música de parabéns de hoje.
É minha gente, o Chico da minha, das nossas vidas hj faz 68 anos, e continua mexendo com a libido de muitas mocinhas como eu por aí.
Também rolou maior dúvida que música postar hoje, mas depois de ver esta interpretação da Elis eu decidi escolhê-la, esta combinação de letra com interpretação e até quem não entende o idioma conseguiria entender o que se passa ara mim é algo magnífico.
Para mim o Chico é o homem que conseguiu entender a essência da Alma feminina quase por completo, sem ser tachado como machista, como aconteceu com Nelson Rodrigues e Vinícius de Moraes.
Eu certamente não vou entrar na discussão do machismo e feminismo, mas posso dizer que a mulher sente dores desse gênero como se tivesse arrancando as entranhas, e é exatamente isso que sinto com esta música, principalmente com a interpretação da Gloriosa Elis Regina.
A história desta música é bastante bonita, o momento de composição foi único para Chico, e lendo a história temos a sensação que ela foi composta exatamente para que Elis a interpretasse, pois ela estava em um momento de separação e reconstrução. Você pode ler a história aqui e ler uma pequena nota sobre a música aqui.
"...E me vingar a qualquer preço
Te adorando pelo avesso
Pra mostrar que ainda sou tua."
Uma outra célebre citação, que nos traz a muitas histórias, realidades, que passamos ou sabemos de quem passou. Esta é uma outra parte que canto pelas alturas, naquele momento em que estou sozinha no carro ouvindo Chico, e volto a música para cantarolar novamente esta parte e redescubro a música inteira, enquanto espero este fim de música.
Uma coisa boa de se atentar é que esta versão da música, onde tem "Nos teus pêlos", estamos acostumados a ouvir "No teu peito", sim, a mudança é por causa da D. Censura, que na época criou caso com a palavra pêlos. E que época é essa? 1972.
Então vamos minha gente, celebrar o aniversariante com mais uma de suas letras geniais.



Atrás da porta
Chico Buarque e Francis Hime


Quando olhaste bem nos olhos meus
E o teu olhar era de adeus
Juro que não acreditei, eu te estranhei
Me debrucei sobre teu corpo e duvidei
E me arrastei e te arranhei
E me agarrei nos teus cabelos
Nos teus pêlos, teu pijama
Nos teus pés ao pé da cama
Sem carinho, sem coberta
No tapete atrás da porta
Reclamei baixinho
Dei pra maldizer o nosso lar
Pra sujar teu nome, te humilhar
E me vingar a qualquer preço
Te adorando pelo avesso
Pra mostrar que ainda sou tua